Home / Especialidades / Cirurgia Oncológica
Cirurgia Oncológica

A mais antiga das formas de tratamento do câncer ainda ocupa uma posição de destaque no controle desta doença.

A era moderna das cirurgias para o tratamento de tumores teve início nos Estados Unidos, no início do Século XIX, com a retirada de volumosos tumores ovarianos, antes mesmo do desenvolvimento da anestesia (1846) e da implantação das medidas de assepsia na rotina cirúrgica (1867), conseqüência da descoberta das bactérias.

Ao longo destes quase dois séculos, a cirurgia conseguiu aumentar ainda mais o seu prestígio como recurso terapêutico devido ao desenvolvimento de técnicas operatórias cada vez mais precisas e seguras e ao melhor entendimento do padrão de disseminação das doenças malignas.

Impondo-se já na fase de diagnósticos, com a coleta de amostras do tecido suspeito para análise laboratorial, é no controle local dos tumores que a cirurgia assume seu mais importante papel.

Uma cirurgia oncológica definitiva visa a remoção mecânica de todas as células malignas presentes junto ao câncer primário. Para isso, é necessário que o cirurgião retire não apenas o tumor, mas também uma boa quantidade de tecido ao seu redor, que se convencionou chamar de "margem de segurança".

Dada a capacidade invasora do câncer, a retirada de tecidos aparentemente saudáveis junto ao tumor diminui as chances de porções microscópicas do mesmo sejam deixadas para trás. Os gânglios linfáticos que recebem a drenagem da região onde se encontra o tumor devem também ser removidos, aumentando a eficácia desta "limpeza" ao mesmo tempo em que se complementa o diagnóstico sobre a extensão da doença.

Por exemplo, na cirurgia do câncer mamário, boa parte, ou mesmo toda a mama doente, deve ser retirada juntamente com os gânglios axilares do mesmo lado. Com esta abordagem agressiva torna-se possível eliminar por completo o tumor, aumentando as chances de cura do paciente.

É claro que abordagens tão agressivas podem não ser isentas de seqüelas. Muitas vezes, a perda parcial ou mesmo completa da função de um órgão é o preço a ser pago pelo sucesso de uma cirurgia.

Neste contexto, torna-se extremamente importante um bom conhecimento prévio sobre a extensão da doença no organismo, permitindo ao cirurgião definir e esclarecer ao paciente, antes do ato operatório, os objetivos do tratamento e os limites de sua atuação.

Retiradas apenas parciais de tumores estão indicadas em alguns casas, não só visando diagnóstico, mas também para tratar infecções, reduzir sintomas ou evitar possíveis complicações causadas pela presença do tumor.
Em fases mais tardias do tratamento, a cirurgia assume um importante papel na reabilitação e na reconstrução do corpo do paciente.

 

Copyright 2006 - Hospital Ortopédico de Goiânia - Todos os direitos reservados